segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Profundidade de campo

Em óptica, profundidade de campo é um efeito que descreve até que ponto objectos que estão mais ou menos perto do plano de foco aparentam estar nítidos. Regra geral, quanto menor for a abertura do diafragma/íris (maior o valor), para uma mesma distância do objecto fotografado, maior será a distância do plano de foco a que os objectos podem estar enquanto permanecem nítidos.
De salientar que só pode existir um ponto focalizado, e a profundidade de campo gera uma impressão de focalização nos elementos contidos em diversos planos.

OBTENÇÃO DA PROFUNDIDADE DE CAMPO

A profundidade de Campo depende da abertura do diafragma (ou íris, para as câmaras de vídeo) e da proximidade que se está do objecto a ser fotografado ou filmado. O diafragma é um mecanismo da objectiva, composto por várias lâminas justapostas, e que regula a intensidade de luz que entra na câmara. Conforme é feita esta regulagem na intensidade de luz, ela afecta a nitidez entre os planos, ou seja, a profundidade de campo.
A abertura do diafragma pode variar entre fechado e aberto, dependendo somente da objectiva utilizada para determinar os valores.
O valor do diafragma se dá através de números, conhecidos como números f ou "f-stop", e seguem um padrão numérico universal, iniciando se em 1, 1.4, 2, 2.8, 4, 5.6, 8, 11, 16, 22, 32, 45 etc. Cada numeração é 1,4x mais elevada que sua antecessora, sendo que os valores menores são os que representam maiores aberturas, que permitem maior incidência de luz. Entretanto, são os que darão uma menor profundidade de campo. O inverso é verdadeiro, portanto, os valores maiores representam os que permitem menor incidência de luz, e darão maior profundidade de campo.
Porém, independentemente da abertura escolhida, a proximidade que se está do objecto a ser fotografado é determinante para se ter uma grande ou baixa profundidade de campo na fotografia. Quanto mais próximo se está do assunto a se fotografar, menor será a profundidade de campo que se obterá.

Distância focal

A distância focal é, junto com a abertura do diafragma, uma das mais importantes características de uma objectiva. É a partir dela que o usuário (como fotógrafo ou profissionais que utilizem um microscópio óptico) define, por exemplo, a maior ou menor aproximação de uma imagem, ou ainda escolhe o campo de visão que deseja trabalhar.

A distância focal de uma objectiva é determinada a partir dos pontos nodais até dos focais, ou seja, é a distância, em milímetros, entre o ponto de convergência da luz até o ponto onde a imagem focalizada será projectada.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Objetiva

Uma objectiva é uma lente óptica ou conjunto de lentes usada em conjunto com um corpo de câmara e um mecanismo para reproduzir imagens em um filme fotográfico ou em outra média capaz de armazenar uma imagem quimicamente ou electronicamente. É o elemento óptico que foca a luz da imagem no material sensível (filme fotográfico ou sensor digital) de uma câmara fotográfica.

Embora, em princípio, uma lente convexa simples seja suficiente, na prática uma lente composta constituída por um número de elementos de lente óptica é necessária para corrigir (sempre que possível) as muitas aberrações ópticas que aparecem. Algumas aberrações estarão presentes em qualquer sistema de lentes. É o trabalho do projector de lentes equilibrar estas aberrações e produzir um design que seja adaptável para uso fotográfico e possivelmente para produção em massa.

Não há muita diferença no princípio entre lente usada para uma câmara fotográfica, uma câmara de vídeo, um telescópio, um microscópio ou outros aparelhos, mas o design e construção detalhados são diferentes.

Uma lente pode ser permanentemente fixa a uma câmara ou pode ser cambiável com lentes de diferentes distâncias focais, aberturas e outras propriedades.OBJECTIVA NORMAL

De maneira geral, considera-se assim uma objectiva que possua uma distância focal praticamente igual à diagonal de um quadrado cujo lado tem tamanho semelhante ao lado maior do sensor full frame.
Estas objectivas são formadas em sua grande maioria, por cinco ou seis elementos, e a abertura máxima do diafragma, em geral, são as maiores, variando entre 1,0 e 2,0.
Na fotografia, uma objectiva normal para o formato 35mm é a 50mm. O campo de visão desta objectiva é da ordem de 50°.
São chamadas assim também porque a imagem projectada tem distorção perspectiva muito próxima da distorção perspectiva do olho humano.

OBJECTIVA GRANDE-ANGULAR

São objectivas que apresentam distâncias focais menores que a diagonal da imagem projectada, tendo, portanto, um grande campo de visão. Este campo pode ser desde a ordem de 180°, como em objectivas "olho de peixe", como 60°.
Seu uso, em geral, fica limitado a fotografia e vídeo.

OBJECTIVA TELEOBJECTIVA

Estas objectivas são sistemas ópticos cujas distâncias focais são maiores que as das objectivas normais.
O número de lentes é menor e a distância entre os primeiros elementos e o plano do filme é praticamente igual à distância focal da lente.
Com estas objectivas, é mais adequada a utilização do recurso de macro fotografia, pois assim pode-se manter uma distância um pouco mais elevada do objecto e ainda sim conseguir focalizar algo que tenha um tamanho reduzido. Uma utilização muito comum é feita por cirurgiões dentistas, assim como por biólogos que pretendem catalogar amostras recolhidas, pois estas lentes também permitem fotografar numa proporção de 1:1.

OBJECTIVAS ZOOM

Em razão da praticidade, estas objectivas possuem características de variadas distâncias focais, porém não necessariamente de diferentes tipos, como grande-angular, normal e tele objectiva.
As objectivas zoom também são divididas em famílias, em função das distâncias focais, que podem abranger de 28 a 50mm, de 35 a 70 mm, de 50 a 135 mm, de 80 a 200 mm, sendo que algumas destas objectivas apresentam o recurso de macro.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Usos da fotografia

A FOTOGRAFIA NO QUOTIDIANO E NA VIDA

A fotografia pode ser utilizada no processo de investigação do quotidiano de nossos estudantes, a fim de que mediante as imagens obtidas da escola, da família, da vizinhança, da cidade e das coisas que os cercam, eles sejam orientados, através de uma metodologia específica, para análise e estudo desses "momentos documentados" e suas correlações históricas, sociais, geográficas, étnicas e económicas; na educação, a simples disponibilidade do aparato tecnológico não significa facilitar o processo ensino-aprendizagem. É preciso que o professor alie os recursos tecnológicos com os seus conhecimentos e estratégias de ensino, visando alcançar um objetivo: o conhecimento real da imagem fornecida através da fotografia.
FOTOJORNALISMO

O fotojornalismo preenche uma função bem determinada e tem características próprias. O impacto é elemento fundamental. A informação é imprescindível.
É na fotografia de imprensa, um braço da fotografia documental, que se dá um grande papel da fotografia de informação, o fotojornalismo. É no fotojornalismo que a fotografia pode exibir toda a sua capacidade de transmitir informações. E essas informações podem ser passadas, com beleza, pelo simples enquadramento que o fotógrafo tem a possibilidade de fazer. Nada acontece hoje nas comunicações impressas sem o endosso da fotografia.
FOTOGRAFIA COMO ARTE

A discussão sobre se a fotografia é arte ou não é longa e envolve uma diversidade de opiniões.
De acordo com Barthes, muitos não a consideram arte, por ser facilmente produzida e reproduzida, mas a sua verdadeira alma está em interpretar a realidade, não apenas copiá-la. Nela há uma série de símbolos organizados pelo artista e o receptor os interpreta e os completa com mais símbolos de seu repertório.
Fazer fotografia não é apenas apertar o disparador. Tem de haver sensibilidade, registando um momento único, singular. O fotógrafo recria o mundo externo através da realidade estética.
Em um mundo dominado pela comunicação visual, a fotografia só vem para acrescentar, pode ser ou não arte, tudo depende do contexto, do momento, dos ícones envolvidos na imagem. Cabe ao observador interpretar a imagem, acrescentar a ela seu repertório e sentimento.

Fotografia em estúdio

Uma das vantagens de um estúdio grande, é permitir uma maior distância entre o motivo e o fundo. Em condições com pouco espaço, é difícil iluminar os dois separadamente, e há o perigo de as sombras do motivo se formarem sobre o fundo. Iluminando o fundo independentemente, ele pode ser transformado de centenas maneiras. Dê-lhe uma iluminação gradual, iluminando a parte superior e a parte inferior de maneiras diferentes. Em alternativa, projecte formas ou cores sobre o fundo, colocando sobre as luzes máscaras (chamadas gobos) ou acetatos coloridos. Os rolos de papel branco ou preto são os fundos mais utilizados e os mais versáteis. Os rolos podem ser suspensos do alto da parede de um estúdio, e depois puxados até baixo e estendidos sobre o chão do estúdio, criando uma curvatura de forma a que a junção da parede com o chão não seja visível nas fotografias. A medida que o papel se vai estragando ou sujando, corta-se essa parte e puxa-se mais papel de rolo Há uma grande variedade de fundos à venda nas lojas da especialidade, mas saiba que os fundos simples muitas vezes resultam melhor, uma vez que não desviam a atenção, e porque num estúdio pequeno nem sempre é possível desfocar as formas mais elaboradas que o fundo possa ter.

Definição de fotografia

A palavra Fotografia vem do grego φως [fós] ("luz"), e γραφις [grafis] ("estilo", "pincel") ou γραφη grafê, e significa "desenhar com luz e contraste"…
Por definição, fotografia é, essencialmente, a técnica de criação de imagens por meio de exposição luminosa, fixando esta em uma superfície sensível. A primeira fotografia reconhecida remonta ao ano de 1826 e é atribuída ao francês Joseph Nicéphore Niépce. Contudo, a invenção da fotografia não é obra de um só autor, mas um processo de acúmulo de avanços por parte de muitas pessoas, trabalhando juntas ou em paralelo ao longo de muitos anos.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

História da fotografia analógica

INVENTORES DA FOTOGRAFIA

A fotografia não é a obra final de um único criador.
Giovanni Baptista Della Porta (criou o conceito mais antigo da fotografia, câmara escura), Angelo Sala (em 1604, percebeu que um composto de prata escurecia ao Sol, supondo que esse efeito fosse produzido pelo calor), Johann Heinrich Schulze (fez experiências com ácido nítrico, prata e gesso em 1724, determinou que era a prata halógena, convertida em prata metálica, e não o calor, que provocava o escurecimento), Joseph Nicéphore Niépce (fez a primeira foto reconhecida numa placa de estanho coberta com um derivado de petróleo fotossensível chamado Betume da Judéia. A imagem foi produzida com uma câmera, sendo exigidas cerca de oito horas de exposição à luz solar, ele chamou o processo de "heliografia"), Daguerre (desenvolveu um processo com vapor de mercúrio que reduzia o tempo de revelação de horas para minutos. O processo foi denominado daguerreotipia), William Fox Talbot (, desenvolveu um diferente processo denominado calotipo, usando folhas de papel cobertas com cloreto de prata, que posteriormente eram colocadas em contato com outro papel, produzindo a imagem positiva. Este processo é muito parecido com o processo fotográfico em uso hoje, pois também produz um negativo que pode ser reutilizado para produzir várias imagens positivas), Hippolyte Bayard (aperfeiçoou um processo de obtenção de uma imagem fotográfica em positivo sobre papel), Hércules Florence (desenvolveu negativos)e Boris Kossoy (mesmos processos de Hércules Florence).

PROCESSOS FOTOGRÁFICOS

Fotografia em preto e branco

A fotografia nasceu em preto e branco, mais precisamente como o preto sobre o branco, no início do século XIX. Desde as primeiras formas de fotografia que se popularizaram, como o daguerreótipo - aproximadamente na década de 1823 - até aos filmes preto e branco atuais, houve muita evolução técnica e diminuição dos custos. Os filmes atuais têm uma grande gama de tonalidade, superior até mesmo aos coloridos, resultando em fotos muito ricas em detalhes. Por isso, as fotos feitas com filmes PB são superiores as fotos coloridas convertidas em PB.


Meio tom
A baixa frequência é usada em cada célula de meio-tom da imagem de saída, enquanto que a alta frequência é usada dentro desta célula, que corresponde a uma área da imagem original, essa área é composta de um tom contínuo, formado por vários pontos de tamanhos variados.

A razão entre a área com tinta e a area sem tinta da célula da imagem reproduzida corresponde a luminancia ou escala de cinza da célula da imagem original. A partir de uma distância adequada o olho humano consegue igualar as duas áreas.


Fotografia colorida

A fotografia colorida foi explorada durante o século XIX e os experimentos iniciais em cores não puderam fixar a fotografia, nem prevenir a cor de enfraquecimento. Durante a metade daquele século as emulsões disponíveis ainda não eram totalmente capazes de serem sensibilizadas pela cor verde ou pela vermelha - a total sensibilidade a cor vermelha só foi obtida com êxito total no começo do século XX. A primeira fotografia colorida permanente foi tirada em 1861 pelo físico James Clerk Maxwell. O primeiro filme colorido, o Autocromo, somente chegou ao mercado no ano de 1907 e era baseado em pontos tingidos de extrato de batata.
O primeiro filme colorido moderno, o Kodachrome, foi introduzido em 1935 baseado em três emulsões coloridas. A maioria dos filmes coloridos modernos, exceto o Kodachrome, são baseados na tecnologia desenvolvida pela Agfa-color em 1936. O filme colorido instantâneo foi introduzido pela Polaroid em 1963.
A fotografia colorida pode formar imagens como uma transparência positiva, planejada para uso em projetor de slides (diapositivos) ou em negativos coloridos, planejado para uso de ampliações coloridas positivas em papel de revestimento especial. O último é atualmente a forma mais comum de filme fotográfico colorido (não digital), devido à introdução do equipamento de foto impressão automático.